
Aquela menina, que, desde os primórdios da sua breve existência, foi perfeccionista, observadora, sempre tentando ser a melhor, na maioria das vezes ela chegava ao êxito, havia aplausos, certamente ela pensara algumas vezes em parar de ser tão rude consigo mesma, mas não, ela ficou obcecada, ela queria mais e mais a vitória. E para ser sincera ela era boa nisso, na verdade era quase ótima, mas na opinião dela, ela era um lixo que precisava de ajustes e melhoras.
Mas a medida que foi crescendo a concorrência ia crescendo juntamente com ela, e, obviamente, haviam pessoas que seriam melhores, que conseguiriam superá-la, na primeira vez, ela ficou deprimida, muito por sinal(como se ela estivesse no topo do Everest, após semanas de uma subida exaustiva, e tivesse escorregado, caindo até os pés da montanha com toda a força), mas superou e usou todas as chances e cartas sob a manga para vencer novamente, e não conseguiu, venceram antes dela. Coitada (ou não), ficou horrorizada, martirizou-se, culpou-se, só então percebeu o quanto fora mimada pela vida, recebera as coisas tão facilmente... E a decepção doeu, isso porque destruiu toda a bagagem de méritos que ela construiu tão meticulosamente.
Ela, só então notou que tudo isso fizera parte de toda a vida dela, e sempre fará, por isso, nem sempre ganhar é o certo, o necessário, perder é algo realmente importante, pois nos faz crescer e amadurecer.
"Cada passo que eu estou dando
Cada movimento que eu faço
Parece perdido sem direção
Minha fé está abalada
Porém eu tenho que continuar tentando
Tenho que manter minha cabeça erguida
Sempre haverá uma outra montanha
E eu sempre irei querer movê-la
Sempre será uma batalha difícil
Às vezes eu terei que perder
Não se trata do quão rápido eu chegarei lá,
Não se trata do que está me esperando do outro lado
É a subida"
The Climb
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