domingo, 22 de agosto de 2010

Simples



Gostaria de ao abrir a janela, ser 'cega' pela luz cálida do sol, ao sair do quarto deparar-me com um cheiro de pão feito na hora posto numa mesa de madeira escura... de fundo, o doce gilrear dos passarinhos acalentaria a pitoresca paisagem campestre. Saio de casa e vejo uma varanda pintada de um tom pastel de azul, a qual me agrada bastante, ao andar descalça pela grama molhada pelo sereno, meus pés formigariam, eu correria e iria de encontro ao estábulo,em frente deste, estariam minhas botas que eu calçaria e logo em seguida montaria no cavalo de pelo brilhante, negro como o breu, chamado Farid.
Sairiamos em disparada, sem rumo, sentindo o vento beijando-nos, a paisagem agora, seria apenas um borrão verde, eu naturalmente estaria sorrindo, meus cabelos e a crina rebelde de Farid estariam dançando livremente em sentido contrário ao vento, durante uma pequena eternidade. Logo, quando ele estivesse cansado e eu, com a adrenalina pulsando ardente nas minhas veias, parariamos, ele iria pastar e eu sentar-me-ia a sombra d'uma árvore de tronco largo, copa esparsa e verdejante e ficaria lá, até Farid descansar e voltarmos, para, no dia seguinte repetirmos tudo novamente.


Eu realmente gostaria que essa fosse a minha realidade.

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