quinta-feira, 15 de julho de 2010

Romance

Às vezes quando escrevo, eu deixo a mão escrever, sabe, sem pensar muito, só sentir e escrever, então, eu escrevi o seguinte:
"Eu estava protegida entre seu corpo e a parede, eu tremia de frio, meu corpo ricocheteava, ele me apertou, passando suas mãos em meus braços, tentando fazer atrito e me aquecer. Senti sua boca roçar meus cabelos, pairando lentamente em meu ouvido, apenas um sussurro bastou para que minhas pernas amolecessem e meu coração começasse pular. - Eu te amo - sua voz era macia. Eu corei de satisfação. - Eu também te amo - minha voz, diferente da dele estava rouca e entrecortada pelos meus lábios dançantes, era apenas um sibilo. Ele deslisou seu nariz pela minha têmpora, passando pela maçã do meu rosto, indo pela mandibula e finalmente pousando sua boca na base do meu pescoço, a respiração dele estava quente, me fazendo arrepiar. Eu sorri, alto o bastante para que ele levantasse a cabeça e sorrisse também, seus olhos castanhos eram hesitantes, ainda sustentando meu olhar, ele tirou uma mecha do meu cabelo do meu rosto. Eu queria beijá-lo, era uma força antigravitacional, eu precisava beijá-lo, com este pensamento eu corei. Ele pareceu ter lido minha mente... Sua mão se encaixou perfeitamente em minha cintura, nossos lábios se encaixaram também, foi absurdamente intenso, não sei quanto tempo se passou, mas quem se importa."

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