quinta-feira, 15 de julho de 2010

Escrever



Minha mãe não se conforma, eu, em plenas férias, sempre com um bloco de papel e uma caneta "debaixo do braço"...
Ah, o que que eu posso fazer? Escrever para mim é puro deleite, pode ser frases desconexas, meras descrições de observações que faço ou simples rabiscos descoordenados, o simples fato de meus dedos segurarem o "objeto-mágico-que-escreve", é meio que uma terapia, quer dizer, eu reflito em minhas palavras aquilo que eu sinto... Quando eu começo não consigo parar...

Bem, vou postar aqui uma coisinha que escrevi ano passado em uns momentos difíceis que passei...

"Era um lugar lindo, verde de todos os tons. Havia um lago límpido com patos nadando serenamente. Risadas, crianças. Um som alto e agudo me retirou a inércia, dois cães latindo felizes atrás de uma bola amarela e laranja. Eu estava relativamente bem, uma tranqüilidade inenarrável.
De repente tudo se transforma, era o mesmo cenário, mas um clima diferente... Nublado, uma brisa fria e cortante. Não havia vida naquele local, a não ser por eu e as árvores que sob a bruma espessa tinham uma aparência totalmente repugnante e sombria, seu cheiro era desagradável.
Percebi então que estava em movimento, estava correndo e minha freqüência cardíaca era impressionante, estava arfando e não parava de correr.

Acordei em um grito abafado, sentei-me na cama, era apenas um sonho."

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