
Sinto-me como um robô, pisca, respira, anda, escreve, fala, ri sem humor - não existe vida, não existe a felicidade em si.
Uma camada superficial de falsa alegria me embala, às vezes até eu acredito que é verdade, mas alguma coisa me volta à memória, eu fecho meus olhos e tento, eu juro, mas machuca tanto, que quando abro meus olhos a única coisa que sai são lágrimas, que escorrem pelo meu rosto sem rumo.
Eu as enxugo, mas não para de escorrer. Eu quero achar a saída, mas é como um labirinto, quanto mais eu tento escapar mais perdida fico.
Minha mente gira em torno de memórias embaçadas, estou sentada em uma cadeira dura em frente uma janela fechada, olhando sem realmente ver, sem expressão.
Tentando gritar, a voz não sai, já usei todas as minhas forças tentando acreditar que isso é um doce pesadelo de uma noite chuvosa. Eu só sinto dor.
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