
Com aquele olhar maroto, ele sorria presunçosamente, as covinhas brincavam em suas bochechas, andando livre e de modo indiferente, me hipnotizou, observei-o distraidamente, sentada com os cotovelos apoiados à mesa e as mãos sustentando o queixo, meu jeito anuviado chamou sua atenção, ele me fitou com olhos semicerrados eu sustentei seu olhar por um breve segundo, antes de meu rosto arder de vergonha e eu disfarçar desviando a cabeça.
Quando eu criei coragem para olhá-lo com segurança, uma outra personagem entra em cena e paralisa o meu coração:
Havia uma garota, de cabelos castanhos e ondulantes, talvez um pouco mais baixa que eu, as pestanas dela batiam delicadamente sobre os castanhos e expressivos olhos, ela sorria para ele, acariciava-lhe os cabelos e ele abraçou-lhe a cintura, porém, nada foi mais chocante que aquela visão, aqueles dois lábios se tocaram.
Depois, tudo que eu me lembro foi da vista escurecer, minha respiração cessar, o chão desaparecer e eu querer morrer.
Eu corri, não queria chorar, não queria deixar pistas, mas meu coração estava tão machucado, dilacerado e sangrava com tanta intensidade, que conforme eu corria o rastro de sangue fora largado às minhas costas, minha camiseta ao invés do antigo branco, estava manchado de escarlate...
Nunca na vida sentira uma dor tão brutal, esmagadora como esta.
A vontade é de afundar a cabeça sob o edredon, chorar até quanto existir lágrimas e perguntar a mim mesma o que tenho de errado...
interessante
ResponderExcluirobrigada!
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